O projeto Vertentes Saúde Mental & Clima atua para melhorar a integração entre os temas da saúde mental e das mudanças climáticas nas leis e políticas públicas brasileiras.
Realizada em parceria com a United for Global Mental Health, com apoio da Wellcome Trust, a iniciativa conecta o Brasil a uma articulação internacional com países da África, Ásia e do Pacífico.
Ao longo de três anos, vamos produzir conhecimento, desenvolver estratégias de advocacy e atuar para que as políticas públicas traduzam de maneira mais integrada, justa e eficaz a correlação entre crise climática e saúde mental.
As mudanças climáticas não afetam apenas o meio ambiente. Seus impactos também atravessam a saúde, as relações sociais, os territórios e a forma como as pessoas imaginam o próprio futuro.
Apesar dos diversos níveis de conexão, saúde mental e clima ainda são tratados de forma pouco integrada nas políticas públicas brasileiras. O projeto Vertentes Saúde Mental & Clima nasce para contribuir com a transformação desse cenário.
No início de 2026, o Vertentes foi selecionado em um edital da United for Global Mental Health, financiado pela Wellcome Trust, para representar o Brasil em uma iniciativa internacional de advocacy. O projeto tem duração de três anos e reúne organizações de seis países: Brasil, Etiópia, Paquistão, Índia, Filipinas e Samoa.
No Brasil, o trabalho reúne pesquisa, produção de conhecimento, articulação com especialistas e incidência política. A partir de uma abordagem inclusiva e baseada em evidências, buscamos contribuir para a construção e implementação de políticas públicas conectadas às realidades locais, especialmente às necessidades de crianças, adolescentes e jovens.
Projeto promovido por:
Incluir considerações sobre saúde mental em leis e políticas públicas brasileiras que abordam questões climáticas, e vice-versa.
Para avançar nessa direção, o projeto inclui:
1.Mapeamento analítico de políticas públicas: Identificar lacunas e oportunidades.
2.Teoria da Mudança: Definir uma estratégia de incidência baseada em evidências e diversidade de perspectivas.
3.Materiais de advocacy: Apoiar a formulação e implementação de políticas públicas.
4. Incidência política: promover a integração entre saúde mental e clima nas decisões públicas.
5. Estudos de caso: Registrar aprendizados.
6. Plano de sustentabilidade: criar caminhos de continuidade para o projeto.
Calendário de entregas
O projeto acontece entre 2026 e 2028. Suas entregas foram organizadas para criar uma trajetória que parte da produção de conhecimento (mapeamento de políticas públicas), passa pela construção de uma estratégia de advocacy (Teoria da Mudança do projeto, TdM) e chega à incidência política (materiais de advocacy)
JULHO 2026
MAPEAMENTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
O relatório Integração de Saúde Mental e Clima no Brasil apresenta um mapeamento de políticas públicas brasileiras para identificar como saúde mental e mudanças climáticas aparecem nos instrumentos existentes.
O estudo identifica avanços, lacunas, desafios e oportunidades para ampliar a articulação entre saúde mental, adaptação climática, justiça climática e equidade social. Seus resultados também apoiam a construção da Teoria da Mudança do projeto.
DEZEMBRO 2026
MATERIAIS DE ADVOCACY
Os materiais de advocacy transformam dados, análises e recomendações do projeto em conteúdos claros e sintéticos para apoiar o diálogo com pessoas responsáveis pela formulação, aprovação e implementação de leis federais.
Esses materiais são desenvolvidos para apoiar a incidência política e ampliar a compreensão sobre a relação entre saúde mental e mudanças climáticas.
OUTUBRO 2026
TEORIA DA MUDANÇA
A Teoria da Mudança formaliza a estratégia de incidência política do projeto. Ela conecta o cenário identificado pelo mapeamento aos resultados que queremos alcançar, explicitando barreiras, hipóteses e táticas escolhidas para promover mudanças nas políticas públicas.
Sua construção conta com a contribuição do Conselho Consultivo, que apoia a tradução das evidências em uma cadeia de mudanças possível, consistente e conectada ao contexto brasileiro.
2028
ESTUDO DE CASO
Os estudos de caso vão documentar experiências, aprendizados e desafios encontrados durante o processo de incidência política.
Além de registrar a trajetória do projeto, esses materiais poderão apoiar outras organizações e iniciativas interessadas em construir agendas mais integradas entre saúde mental e clima.
O projeto conta com uma equipe operacional responsável pela gestão, pesquisa, comunicação e execução das atividades e com um Conselho Consultivo formado por referências brasileiras nos campos da saúde mental e do clima.
Essa estrutura reúne diferentes conhecimentos e experiências para orientar o projeto com rigor científico, diversidade de perspectivas e conexão com o contexto brasileiro.
Equipe Operacional
A equipe operacional coordena as atividades, desenvolve as entregas e conduz a estratégia de advocacy do projeto. Também organiza a interlocução com o Conselho Consultivo, parceiros e demais públicos envolvidos.
Eric Pasquati
Articulador do projeto e facilitador do conselho
Presidente da ASEc+ & Cofundadora do Vertentes
Fátima Viscarra
Gestora Executiva do Vertentes
Izabela Jatene
Especialista em Advocacy do projeto
Dandara Arimatéa
Assistente de pesquisa do projeto
James Ferreira
Pesquisador do projeto (UNILAB)
Jade Aguirre
Gestora de Comunicação do Vertentes
Nathália Figueiredo
Designer e Comunicação do projeto
Conselho Consultivo
O Conselho Consultivo reúne especialistas brasileiros dos campos da saúde mental e do clima.
Sua função é contribuir com a equipe operacional em momentos-chave do projeto, ampliando a diversidade de perspectivas, o rigor científico e a efetividade da estratégia de advocacy.
Pedro de Paula
Vice-Presidente Sênior de Inovação Global da Vital Strategies
Marcio Gagliato
Co-presidente interino, pelo UNICEF e especialista em saúde mental e apoio psicossocial (SMAPS)
(A definir)
Representante do Movimento Sistema B
(A definir)
Representante da Coordenação de Mudanças Climáticas do Ministério da Saúde
Leilane Reis
Advogada e Coordenadora de Justiça Climática do Greenpeace Brasil
Caroline Rocha
Diretora Executiva do LACLIMA
Helena Moura
Psiquiatra e professora da UnB
Juliana Fleury
Presidente da ASEc+ & Cofundadora do Vertentes
Matheus Silva
Conselheiro Estadual de Juventudes no Estado do Pará
Nayra Wayand
Fundadora do Instituto DuClima e Líder de Advocacy na Oxfam Brasil
Enfrentar a crise climática exige reconhecer seus impactos sobre os sentimentos, as relações, os territórios e as perspectivas de futuro. Também exige escutar diferentes conhecimentos, evidenciar co-benefícios e transformar evidências em decisões públicas capazes de proteger a saúde e o bem-estar coletivo.
Ao conectar saúde mental e clima, queremos contribuir para políticas mais humanas, integradas e preparadas para os desafios que já fazem parte da vida de tantas pessoas.
Essa construção não acontece de forma isolada. Ela depende de pesquisa, diálogo, participação e ação coletiva. Como podemos colocar a saúde mental no centro das respostas à crise climática?